domingo, 20 de abril de 2014

DIFERENCIANDO E RELACIONANDO SURDOCEGUEIRA DE DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA - SEMELHANÇAS NAS ESTRATÉGIAS DE ENSINO.


Diferenças:
A Surdocegueira não é uma Deficiência Múltipla. Na deficiência Múltipla não é certo que todas as informações muitas vezes cheguem para a pessoa de forma verdadeira, mas ela sempre terá o apoio de um dos canais (visão e ou audição) como ponto de referência, esses dois canais são responsáveis pela maioria do conhecimento que vamos adquirindo ao longo da vida. Surdocegueira é a pessoa que apresenta ao mesmo tempo perda visual e auditiva, apresenta estas duas limitações, independente do grau das perdas. A surdocegueira pode ser congênita ou adquirida e não é deficiência múltipla. Segundo a leitura da Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05:


Surdocegueira e Deficiência Múltipla, as pessoas surdocegas estão divididas em quatro categorias: pessoas que eram cegas e se tornaram surdas; que eram surdos e se tornaram cegos; pessoas que se tornaram surdocegos; pessoas que nasceram surdocegos, ou se tornaram surdocegos antes de terem aprendido alguma linguagem. A pessoa surdocega pode desenvolver várias formas de comunicação para entender e interagir com as pessoas e o meio ambiente, facilitando o acesso ao meio social. A pessoa que nasce com surdocegueira ou que fica surdocega não recebe as informações sobre o que está sua volta de maneira fidedigna, ela precisa da mediação de comunicação para poder receber, interpretar e conhecer o que lhe cerca. Seu conhecimento do mundo se faz pelo uso dos canais sensoriais proximais como: tato, olfato, paladar, sinestésico, proprioceptivo e vestibular. Deficiência múltipla é quando uma pessoa apresenta a “associação de duas ou mais deficiências”, “é uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social” (Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla). As pessoas com deficiência múltipla apresentam características específicas, individuais, singulares e não apresentam necessariamente os mesmos tipos de deficiência, podem apresentar cegueira e deficiência mental; deficiência auditiva e deficiência mental; deficiência auditiva e autismo e outros.

Necessidades básicas.
O corpo é a realidade mais imediata do ser humano. A partir e por meio dele, o homem descobre o mundo e a si mesmo. Portanto, favorecer o desenvolvimento do esquema corporal da pessoa com surdocegueira ou com deficiência múltipla é de extrema importância.
Para que a pessoa possa se auto perceber e perceber o mundo exterior, devemos buscar a sua verticalidade, o equilíbrio postural, a articulação e a harmonização de seus movimentos; a autonomia em deslocamentos e movimentos; o aperfeiçoamento das coordenações viso motora, motora global e fina; e o desenvolvimento da força muscular.
As pessoas com surdocegueira e com deficiência múltipla, que não apresentam graves problemas motores, precisam aprender a usar as duas mãos. Isso para servir como tentativa de minorar as eventuais estereotipias motoras e pela necessidade do uso de ambas para o desenvolvimento de um sistema estruturado de comunicação.
É necessário que a  escola amplie a adaptação para alunos com Surdocegueira e Deficiência múltipla, satisfazendo suas necessidades, com o objetivo de buscar a sua autonomia. E também é importância de orientar às famílias sobre como favorecer a independência e autonomia do seu filho (a) na alimentação, higiene, locomoção e comunicação como também a necessidade de pessoas especializadas para o atendimento destas crianças. Muitas pessoas com deficiência múltipla ou com surdocegueira podem aprender a se comunicar por meio de gestos, mas podem ter dificuldade para conseguir uma comunicação usando símbolos abstratos tais como: palavras faladas ou língua de sinais (Rowland e Schweigert, 1989; Rowland & Stremel-Campbell, 1987). Com crianças com deficiência múltipla sensorial e surdocegueira, o sistema mais utilizado é a comunicação aumentativa ou suplementar, este sistema proporciona um método alternativo para a comunicação quando outros como a fala, a escrita ou o sinais, não são usados com eficiência.
Estratégias utilizadas para aquisição de comunicação.
As pessoas com surdocegueira e com deficiência múltipla, que não apresentam graves problemas motores, é importante a usar as duas mãos. Isso ajudará a  diminuir as estereotipias motoras e pela necessidade do uso para o desenvolvimento de um sistema estruturado de comunicação, por isso é importante recursos para favorecer a aquisição da linguagem estruturada no registro simbólico, tanto verbal quanto em outros registros, como o gestual. Aspectos Importantes sobre Comunicação com pessoas com Surdocegueira e com Deficiência Múltipla: Para estas pessoas foi dividido a comunicação em Receptiva e Expressiva, para favorecer a eficiência da transmissão e interpretação.
A comunicação receptiva ocorre quando alguém recebe e processa a informação dada por meio de uma fonte e forma (escrita, fala, Libras e etc.). A informação pode ser recebida por meio de uma pessoa, radio ou TV, objetos, figuras, ou por uma variedade de outras fontes e formas. No entanto, comunicação receptiva requer que a pessoa que está recebendo a informação forme uma interpretação que seja equivalente com a mensagem de quem enviou tentou passar. A comunicação expressiva requer que um comunicador (pessoa que comunica) passe a informação para outra pessoa. Comunicação expressiva pode ser realizada por meio do uso de objetos, gestos, movimentos corporais, fala, escrita, figuras, e muitas outras variações.

REFERÊNCIA
BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010).
Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla. Prof.ª MAIA, Shirley R.  São Paulo (2011);

ROWLAND Charity e SCHWEIGERT Philip - Soluções Tangíveis para Indivíduos Com Deficiência Múltipla e ou com Surdocegueira. Apostila In mimeo. Tradução Acess. Revisão: Shirley R. Maia - 2013.

sexta-feira, 7 de março de 2014

O DIREITO DE SER DIFERENTE NO AMBIENTE ESCOLAR


Hoje existe a dificuldade da pessoa com surdez não ter seu potencial priorizado no ambiente escolar, não é considerado e nem entendido, fazendo parte de um grupo de pessoas excluídas. Por mais que existam documentos e leis visando a inclusão dos alunos que tem surdez, os mesmos muitas vezes não são colocados em prática. A muitas perguntas que precisam ser analisadas no ambiente escolar, onde é necessário ter flexibilidade para que a pratica na escola apresente melhores condições de aprendizado para aluno que tem surdez.
Acreditamos na nova Política Nacional de Educação Especial, numa perspectiva inclusiva que tem como objetivo assegurar a inclusão escolar de alunos com deficiência. É preciso: desenvolver estratégias para melhorar a qualidade de todo o ambiente escolar para todos os alunos com ou sem deficiência,  organizar um ambiente no qual os alunos se sintam acolhidos, seguros e apoiados, fortalecer a interação entre os alunos que tem surdez e os ouvintes,  participar de todas as atividades propostas, promover o sentimento de que pertence aquele ambiente e assim favorecer a amizade entre eles, como também desenvolver a colaboração entre os pais e os professores e entre estes docentes e outros funcionários da escola, apoiar e incentivar atitudes positivas ou seja não ver a pessoa com surdez  ou outra dificuldade como deficiente, pois não é. O aluno que tem surdez pensa, raciocina e precisa de uma escola que explore suas capacidades, em todos os sentidos. O problema da educação das pessoas com surdez, não pode continuar sendo centrado nessa ou naquela língua, o fracasso do processo educativo é um problema da qualidade das práticas pedagógicas. Em escolas que não organizam situações de aprendizagem, estes espaços não consideram as diferenças dos alunos, não garantem a participação efetiva de todos em todas as práticas educativas, não levam em conta as particularidades de cada aluno e também o professor não respeita os diferentes ritmos de aprendizagem, não favorecendo atividades em grupos, não tendo cuidado ou interesse no potencial e a capacidade que estes alunos possuem. A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva 01/2008 propõe a mudança de valores, atitudes e práticas educacionais para atender a todos os estudantes, sem nenhum tipo de discriminação, assegurando qualidade na educação. É preciso acreditar no potencial natural que esses alunos têm, independente de sua deficiência. O AEE PS, na perspectiva inclusiva, estabelece como ponto de partida a compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades desse ser humano, vislumbrando o seu pleno desenvolvimento e aprendizagem. No ambiente de inclusão é imprescindível  que o professor e o aluno com surdez interajam com a sala de aula. Que produzam, pela de conhecimentos, por meio de novas práticas metodológicas, com estratégias e recursos de ensino. A escola que é inclusa, sabe que precisa rever práticas pedagógicas, não porque tem a presença de um aluno que tem surdez na sala de aula, mas porque compreende que precisa levar em consideração a diferença de seus alunos.
Precisamos acreditar que a educação inclusiva é possível, uma educação sem preconceitos, que a pessoa com surdez possa acreditar em seu potencial e de que todos somos iguais, que seus processos perceptivos, linguísticos e cognitivos poderão ser estimulados e desenvolvidos, tornando-se capazes, produtivos e constituídos de várias linguagens, com potencialidade para adquirir e desenvolver, ler e escrever as línguas em seu ambiente, e se quiser  também falar, enfim com direito a uma educação de qualidade.


Referência
DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010. p.46-57. 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

AUDIODESCRIÇÃO

Reportagem com o Tema "A MAGIA DA AUDIODESCRIÇÃO, QUE FAZ DEFICIENTES VISUAIS "ENXERGAREM", matéria publicada no dia 06/09/2013 pelo Jornal Gazeta do Povo, reportagem:Sabrina Pires.
O vídeo mostrou a importância de descrever as imagens para quem não pode ver, com riqueza de detalhes. Como o comentário da repórter "A audiodescrição é uma técnica, mas também pode ser considerada a mágica de fazer um deficiente visual enxergar de outra forma".
No contexto escolar, o acesso aos conteúdos visuais é uma barreira a ser vencida pelo aluno cego. Por isso dentro das tecnologias assistivas, temos a audiodescrição como alternativa possível de acessibilidade e inclusão escolar. Este recurso possibilita que a imagem seja transformada em palavras e no contexto da educação inclusiva a audiodescrição pode ser feita de maneira mais informal pelo professor, que audiodescreve o ambiente escolar, todos os conteúdos visuais e materiais utilizados nas atividades da sala de aula. Com este facilitador será possível notar maior presença e permanência destes alunos em escolas inclusivas. É preciso respeitar o aluno com deficiência, proporcionar situações de aprendizagem que reflitam a adoção de práticas e atitudes inclusivas, acredito na importância do professor incorporar ao seu fazer pedagógico o uso desta tecnologia assistiva.

Site sugerido para a pesquisa: www.vercompalavras.com.br .




quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Ideia de jogos que poderão favorecer o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno com deficiência intelectual.

BLOCOS LÓGICOS

Constituem um material extraordinário para estimular na criança, a análise, o raciocínio e o julgamento, partindo da ação, para então desenvolver a linguagem. De 1890 a 1934 foram utilizados de modo sistemático com crianças pelo psicólogo russo Vygotsky, quando ele estudava a formação dos conceitos infantis.
Os blocos lógicos constituem-se de 48 peças,  os atributos são: três cores (vermelho, amarelo e azul), dois tamanhos(pequeno e grande), duas espessuras (fino e grosso), quatro formas (retangular, quadrada, triangular e circular).
A utilização dos blocos lógicos tem o objetivo de desenvolver o potencial de raciocínio lógico da criança pois todas gostam de jogar, ficam alegres para descobrir e construir. Cabe a nós professores estimularmos sua participação, verbalização e argumentação lógica, pois quando a criança entende e explica sua ação é capaz de revê-la e perceber se cometeu alguma falha, levando à autocorreção.
Os Blocos Lógicos constituem um material extraordinário para estimular na criança aspectos tão fundamentais como analisar, raciocinar e julgar, partindo da ação, para então desenvolver a linguagem. De acordo com a leitura "O aluno Deficiência Intelectual: Funcionamento cognitivo e estratégias de avaliação", o professor poderá usar jogos pedagógicos como blocos lógicos e no decorrer do uso desse jogo, o professor poderá investigar que estratégias o aluno utiliza, se ele, consegue separar os blocos por cor, tamanho, espessura dentre outros.
Conforme leitura do fascículo AEE para Alunos com Deficiência Intelectual, o aluno pode usar o jogo para expressar seu conhecimento, possibilitando a sua expressão oral oferecendo informações ao professor para que este possa compreender sua expressão verbal e não verbal. Também é importante realizar o jogo em duplas visto que desta forma vamos favorecer a interação entre os alunos da sala de aula ou no atendimento na SRMF.
O aluno poderá aprender a forma dos blocos lógicos, as cores, as espessuras e os tamanhos; expressar a semelhança entre peças, argumentar com base em um ou dois atributos essenciais, mas antes é necessário que o professor trabalhe os conhecimentos prévios como reconhecer formas, cores, e espessuras.
Como estratégias e recursos na aula podemos realizar está atividade:
Jogos com dados de cores, formas, tamanhos e espessuras. Com as formas todas juntas, joga-se um ou mais dados e as crianças separam a peça de acordo com o resultado de cada dado. Atividade em que a verbalização deve ser bastante estimulada, com o objetivo de desenvolver a argumentação do aluno.





      

Orientações para a confecção dos dados:

Dado das cores: manchas com as três cores (cada cor aparece duas vezes) conforme modelo:

Dado das formas:



Dado dos tamanhos: Grande e pequeno aparecem em três faces:
 OU


Dado das espessuras: Grosso e Fino aparecem em três faces.

É possível observar que os alunos que participam ativamente apresentam uma expressão de alegria. Quando cometem algum erro, muitas vezes, eles mesmos percebem e fazem a correção, lembrando também que os colegas observam e apontam quando algo está errado.


Sugestões de Leitura: Blocos Lógicos - 150 Exercícios Para Flexibilizar o Raciocínio - Úrsula Marianne Simons. 


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

RECURSO DE TECNOLOGIA ASSISTIVA

RECURSO DE TECNOLOGIA ASSISTIVA

Tecnologia Assistiva é um termo utilizado para identificar todo o arsenal de Recursos e Serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover autonomia e Inclusão.
O PECS - Picture Exchange Communication System,   é um recurso de Tecnologia Assistiva para pessoas que não falam ou com limitações de comunicação e que podem com sua utilização realizar a habilidade funcional da comunicação utilizando símbolos, comunicação por troca de figuras/cartões.
PECS tem recebido reconhecimento mundial por focar no componente de iniciação de comunicação. Não requer materiais complexos ou caros. Foi criado pensando em educadores, famílias e cuidadores, por isso é facilmente utilizado em uma variedade de situações.
PECS começa ensinando uma pessoa a dar uma figura de um item desejado para um "parceiro de comunicação", que imediatamente aceita a troca como um pedido, são seis fazes e nas mais avançadas, os indivíduos aprendem a responder perguntas.

Descrição de como usar o PECS

QUAL O PRIMEIRO PASSO PARA TRABALHAR COM O PECS?
      Descobrir poderosos reforçadores.

MAS O QUE É ISSO?
São:
      Itens que o estudante se esforça para obter;
      Itens que protesta quando é retirado;
      Itens que fica a maior parte do tempo.

sugestões: QUAIS E COMO DESCOBRIR UM REFORÇADOR?

      REFORÇADOR EFETIVO Colocar em uma caixa vários objetos que possam chamar a atenção do educando. Ex. bolas variadas, carrinhos, bonecas...
      REFORÇADOR SOCIAL – Elogiar – Muito bem, parabéns, ótimo, isso mesmo...
      E depois:
                                   PRÓXIMO PASSO FAZER ACORDO, MAS COMO?

Ø  1. Mostre ao estudante um possível reforçador;
Ø  2. Peça ao estudante para fazer pequenas tarefas já conhecidas;
Ø  3. Imediatamente dê o reforçador.

NAS PRÓXIMAS OPORTUNIDADES AUMENTE GRADATIVAMENTE O TRABALHO.

·         Em seguida: 

PREPARAR O MATERIAL

      Coleta: fazer os cartões, 4,5x4,5cm;
      Plastificar;
      Colocar velcro;
      Juntar vários reforçadores e suas respectivas figuras prontas para a primeira aula.

Neste momento vou comentar a fase 1:

      FASE I
Como se comunicar
Os alunos aprendem a trocar uma única figura por itens ou atividades que eles realmente querem.
Precisamos ensinar a resposta motora:
Ø  Pegar;
Ø  Levar;
Ø  Entregar.

Procedimento de estímulo com duas pessoas:

·         Parceiro de Comunicação e o Estimulador Físico.
O estimular físico espera por iniciação, e aí...

Ø  Dá apoio físico, dicas para pegar,
Ø  Levar,
Ø  E entregar.

O Parceiro de comunicação entrega o reforçado em ½ segundo nomeia o item e oferece reforço social.

Responsabilidade do:
PC - Parceiro de Comunicação:

Ø  estar com a mão aberta; fornece informação ao estudante sobre onde colocar a figura;
Ø  só é mostrada depois que o estudante iniciou.
   

Abaixo imagens da prancha e  de alguns cartões de comunicação que confeccionei e utilizei no atendimento na SRMF:



    
        




                  



                

                 
Pasta de comunicação original:




Utilização do PECS na SRMF:




          
            




















domingo, 4 de agosto de 2013

QUESTÕES SOBRE AEE


O trabalho do professor do AEE abrange funções pedagógicas, sociais e políticas, além de ajudar o professora do ensino regular na transmissão de conhecimento aos alunos também complementa ou suplementa o processo educacional, realizando juntamente com o professor de sala de aula estratégias que venham a beneficiar a inclusão do aluno na escola
O professor da SRM apoia os alunos que são público-alvo da educação especial, com deficiência de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, com transtornos globais do desenvolvimento  e  alunos com altas habilidades/superdotação, bem como possibilita atividades diferenciadas, diversificadas, estimulando o melhor desenvolvimento das capacidades do educando e proporcionando atendimento complementar diferenciado, de forma a ajudar no processo ensino-aprendizagem.
O estudo de caso tem como objetivo identificar o perfil do aluno a ser atendido na SRM e possibilitar a elaboração de um plano de trabalho, o professor do AEE precisa identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de acessibilidade e estratégias, considerando as necessidades específicas dos alunos de forma a construir um plano de atuação para eliminá-las (MEC/SEESP, 2009). Então o professor do AEE precisa conhecer as necessidades e habilidades do aluno, para traçar o seu plano de atendimento, definindo como será o atendimento para cada  um, os materiais necessários, entre outros elementos necessários para a elaboração deste plano, poderá também contar com a ajuda da equipe da escola e o professor da sala de aula para conseguir estas informações e tantas outras necessárias
O plano AEE consiste na previsão de atividades que devem ser realizadas com o aluno na sala de recurso multifuncional, contribui para a aprendizagem e desenvolvimentos dos alunos visto que envolve todos os membros da equipe escolar  e a família. Este trabalho em parceria, com recursos  e materiais para o atendimento do aluno em sala de aula, juntamente com o acompanhamento conjunto por meio de Redes de Apoio que visam o progresso não só no processo de aprendizagem mas na sua inclusão.

Como professores do AEE somos capazes de contribuir na formação de uma nova sociedade, mais justa, humana, com mais igualdade, fazer a diferença na vida de uma criança, é perceber o desenvolvimento diário de cada uma, é uma alegria ver na expressão de felicidade e contentamento em seus pequenos olhos, por simplesmente conseguir ler, escrever ou fazer alguma ação ou mesmo falar uma pequena palavra, por conseguir aprender algo que para ela é novo e por mais simples que seja é extraordinário, não há recompensa maior.